Marketing Político: guia completo para as eleições 2022 na internet

É comum que as pessoas esqueçam os nomes dos candidatos das últimas eleições, seja para deputado, governador, vereador ou até mesmo prefeito. Além disso, os números dos candidatos na disputa podem ser longos e difíceis de memorizar.

Pode ser que isso aconteça principalmente pela falta de interesse no assunto, ou até um sinal de que o marketing político do candidato não tenha sido bem feito.

Por isso, é crucial pensar em estratégias para um candidato se comunicar de maneira eficiente com o seu eleitorado, o responsável por sua eleição, além de conquistar novos votos de maneira orgânica.

Sem ações de marketing político, acaba não existindo uma comunicação que seja eficiente entre os políticos e o público eleitoral. A população não fica ciente de quais são as propostas e as intenções dos candidatos, e tem uma maior dificuldade de verificar o trabalho feito após a eleição.

Portanto, se você quer aumentar chances de vitória do seu candidato e entender como funciona o marketing político, continue a leitura!

O que é marketing político?

De uma forma geral, o marketing político é um conjunto de técnicas de propaganda, para manter e conectar um político ao seu eleitorado. Provavelmente você já ouviu a expressão “quem não é visto não é lembrado”, não é mesmo? O marketing político funciona dessa mesma maneira.

Sem ações de marketing, a comunicação com o eleitorado acaba ficando bem mais limitada, e o público que tem esse poder de votar e decidir uma eleição acaba tendo dificuldade de entender o que exatamente está sendo proposto, e não conhece a fundo quais são as suas intenções.

As propagandas do marketing político podem ser divididas em três tipos diferentes, a partidária, a intrapartidária e a eleitoral. Porém, alguns afirmam a existência de quatro tipos de propaganda de marketing político, sendo elas a intrapartidária, a partidária, a eleitoral e a institucional.

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Qual a diferença entre marketing político e marketing eleitoral?

O marketing político e o marketing eleitoral possuem algumas diferenças. O primeiro é uma estratégia realizada a longo prazo, que tem como principal objetivo a criação e divulgação da marca pessoal do candidato, que será a base das suas futuras ações. A função dessa estratégia é fazer com que o detentor do cargo eletivo ou postulante seja adequado ao seu eleitorado em potencial.

O marketing político deve sempre ser contínuo e, com o acesso a informação cada vez mais fácil, é necessário ter uma equipe que tenha o foco no cuidado da sua vida e imagem pública.

Já o marketing eleitoral foca em ações de comunicação e divulgação voltadas para um determinado tipo de pleito. É uma estratégia de curto prazo com um objetivo muito bem definido, e por isso é muito mais fácil de ser analisada e mensurada.

Você pode encontrar algumas definições de marketing eleitoral afirmando que é o “conjunto de técnicas que tem o objetivo de tornar um candidato a cargo público bem mais conhecido e aceito em seu período eleitoral, por meio de suas propostas e projetos”.

O marketing eleitoral não tem como ser dissociado do marketing político, já que são complementares, durante e após o período eleitoral. A história que o marketing político possui mostra que é possível alinhar duas ações de estratégia para se ter uma sinergia entre ambos.

Como fazer um bom Marketing Político?

#1 Construir uma marca política

Essa talvez seja uma das coisas mais importantes para um político, que decide qual será sua imagem percebida. Uma parte dos políticos prefere ser reconhecida como um grande representante da saúde pública, enquanto outra quer ser representante da educação ou da causa animal.

Enquanto isso, muitos querem ser vistos como grandes entendedores da economia, ou representantes de uma parcela minoritária que é desfavorecida da população.

Seja qual for a marca desejada pelo político, o marketing político tem como objetivo ajudar a construir a sua imagem na percepção do seu tipo de eleitorado.

#2 Construir uma comunidade engajada

É vital que um político tenha consigo o apoio do eleitorado, caso pretenda ter a força política necessária para comandar os seus projetos, tanto como um membro do Legislativo quanto do Executivo.

Por esse motivo, ele precisa se aproximar das pessoas e criar um sentimento de comunhão entre elas. No passado, a única forma de fazer esse tipo de coisa era através do ativismo e da militância política. Hoje, as coisas não mudaram muito.

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Com a popularização das redes sociais, uma das ferramentas mais utilizadas para o marketing político é a criação de grupos. Redes como o Facebook, WhatsApp e Telegram possibilitam que vários usuários façam uma reunião para debater e conversar sobre assuntos que sejam do seu interesse.

Uma boa estratégia para isso é reunir aos poucos todos os eleitores alinhados à ideologia do candidato para que seja possível cultivar uma comunidade específica ao redor deste mandato.

Assim, é possível garantir que uma parcela da população possa ficar ainda mais engajada dentro do período da sua atuação política, que é defendida por aquele representante público.

#3 Investir em conteúdo

Grande parte das estratégias de marketing de conteúdo podem ter seu aproveitamento político e trazer diversos benefícios.

Utilizando a produção de um material que seja de qualidade, por meio de redação de artigos e textos opinativos sobre algum tema ou até mesmo com vídeos diversos, é possível que um político consiga chegar a três grandes objetivos na estratégia de marketing político.

O primeiro objetivo é a educação do seu eleitorado. Com todo o material de qualidade publicado, o político consegue justificar para a sociedade que o elegeu qual é a importância de seus projetos, ou porque é necessário votar contra ou a favor de algo na Câmara.


O segundo objetivo é a propagação que a sua imagem tem e o aumento de seu alcance. Os bons conteúdos tendem a ser compartilháveis em suas redes sociais, apresentando o político e as propostas dele para muito mais pessoas.

O terceiro objetivo é apenas alcançado quando se tem a condução de eleitores para a comunidade criada ao redor daquele mandato.

Você pode produzir um material que seja tão bom que será capaz de converter a pessoa em “lead” (nesse caso, um voto em potencial), conduzindo-a um grupo de WhatsApp, Telegram ou Facebook.

#4 Marcar presença nas redes sociais

Quando um político não possui presença em suas redes sociais, acaba sendo negligente com o seu marketing e com a comunicação às pessoas que o elegeram.

No Brasil, existem mais de mais de 171 milhões de usuários de redes sociais, como o Tik Tok, o Facebook, o Twitter e o Instagram. Considerando uma população total estimada em mais de 214 milhões de brasileiros, não é preciso destacar a importância de atuar nas redes sociais.

Regras eleitorais para as eleições 2022 na internet

Há alguns anos as campanhas eleitorais eram limitadas apenas aos comícios, à panfletagem, à adesivação de veículos, à criação de jingles (aquelas musiquinhas chiclete) e a tão poderosa televisão, que ainda hoje é muito eficiente.

Antes, os candidatos dependiam exclusivamente dos meios tradicionais para chegar aos eleitores, o que significava que eles tinham que comprar tempo ou espaço nos veículos de comunicação.

A internet mudou a dinâmica das campanhas políticas permitindo que os candidatos se comuniquem diretamente com os eleitores e oferecendo novas maneiras de arrecadar fundos. Ela permite que as campanhas cheguem a um número muito maior de pessoas de forma rápida e eficiente.


Candidatos agora podem aproveitar as mídias sociais, criar seus próprios sites e blogs, o que lhes permite se comunicar diretamente com seus eleitores. Isso torna as campanhas mais interativas e personalizadas, o que pode ajudar a aumentar o engajamento dos eleitores.

Além disso, a internet também tornou mais fácil para os eleitores pesquisarem os candidatos e se informarem sobre suas posições.

No Brasil, as regras da campanha eleitoral de 2022 na internet serão semelhantes às do ano passado, com algumas alterações. As principais regras são:

  • As campanhas eleitorais só poderão usar mídias sociais para fins de propaganda eleitoral durante o período de campanha oficial;
  • As mensagens das campanhas deverão ser identificáveis como propaganda eleitoral, com um aviso claro de que é uma mensagem da campanha;
  • As campanhas deverão manter um registro de todas as mensagens de propaganda eleitoral veiculadas nas mídias sociais;
  • As mídias sociais deverão fornecer aos candidatos e às campanhas um mecanismo para denunciar mensagens que violam as regras da campanha;
  • As redes sociais deverão disponibilizar, a pedido de qualquer candidato, as ferramentas necessárias para que ele possa fiscalizar e denunciar conteúdos ilícitos veiculados em seu nome;
  • As propagandas eleitorais estão permitidas nos aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, desde que sejam enviadas somente para contatos previamente cadastrados;
  • Toda propaganda eleitoral nas redes sociais deverá conter a identificação do candidato ou partido responsável pelo conteúdo. Na propaganda para eleição majoritária, a federação e a coligação serão obrigadas a informar as legendas de todos os partidos políticos que as integram. No caso de coligação integrada por federação partidária, deve ser informado o nome da federação e de todos os partidos políticos, inclusive daqueles reunidos em federação.

Calendário eleitoral 2022

No dia 16 de agosto de 2022 se inicia o período de propaganda eleitoral. Antes desse período, é importante ficar atento para as ações que são permitidas pela legislação eleitoral durante a chamada pré-campanha.

A partir do dia 16 de agosto, os candidatos poderão realizar comícios, fazer propagandas em alto-falantes, distribuir material gráfico, fazer passeatas, além de veicular propaganda paga na imprensa impressa e virtual.

No dia 30 de setembro de 2022, se encerra a propaganda eleitoral paga também nos meios digitais e impressos. Último dia para divulgação paga, nas mídias impressa e online de até 10 anúncios de propaganda eleitoral, por veículo, em datas diversas, para cada candidata ou candidato.

No dia 2 de outubro de 2022 teremos o primeiro turno das eleições. Neste dia, os eleitores e as eleitoras votarão para presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais.

Impulsionamento de conteúdo

Em 2014 era proibida toda e qualquer utilização de anúncios pagos nas redes. Ou seja, não era possível impulsionar uma publicação. Hoje isso é permitido no período de pré-campanha, de modo que não seja antecipada, como fica explícito na resolução 23.610 de 23 de dezembro de 2021 do TSE:

“o impulsionamento de conteúdo na internet é permitido a partir da pré-campanha, desde que não haja o disparo em massa – ou seja, envio, compartilhamento ou encaminhamento de um mesmo conteúdo, ou de variações deste – para um grande volume de usuárias e usuários por meio de aplicativos de mensagem instantânea. Além disso, não pode haver pedido explícito de votos, e o limite de gastos deve ser respeitado.

Uma das principais regras para campanha eleitoral nas mídias sociais em 2022 é o limite de gastos. Candidatos e partidos políticos podem gastar até R$ 70 milhões em suas campanhas eleitorais nas redes sociais.

Também é importante se atentar para a diferença entre anúncios patrocinados e impulsionamento de conteúdo, já que, segundo o TSE:

“É proibido veicular qualquer tipo de propaganda eleitoral paga na internet. A exceção fica por conta do impulsionamento de conteúdo, que deverá estar identificado de forma clara e ter sido contratado, exclusivamente, por candidatas, candidatos, partidos, coligações e federações partidárias ou pessoas que os representem legalmente.

A propaganda eleitoral paga na internet deverá ser assim identificada onde for divulgada. Por ser vedado o impulsionamento de conteúdo por apoiadores, esses anúncios deverão identificar como responsáveis a candidata, o candidato, o partido, a coligação ou a federação partidária.

A norma também proíbe a contratação de pessoas físicas ou jurídicas que façam publicações de cunho político-eleitoral em suas páginas na internet ou redes sociais.”

Dados pessoais

Para se adequar à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o uso de dados pessoais por qualquer controlador ou operador para fins de propaganda eleitoral deverá respeitar a finalidade para a qual o dado foi coletado.

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É permitido o envio de mensagens eletrônicas aos eleitores que se cadastrarem voluntariamente para recebê-las, desde que seus emissores sejam identificados e sejam cumpridas as regras da LGPD. É obrigatório disponibilizar formas de descadastramento para a pessoa que não quiser mais receber as mensagens.

Além disso, partidos, federações ou coligações deverão disponibilizar ao titular dos dados informações sobre o uso desses dados, bem como deixar um canal de comunicação aberto que permita ao candidato pedir a eliminação de divulgação de determinada informação.

Regras para ficar atento em campanhas políticas nas mídias sociais

  • Uso de robôs: o uso de robôs para enviar mensagens automatizadas é proibido;
  • As postagens devem ser relevantes para o tema da campanha;
  • É proibido o uso de linguagem ofensiva ou abusiva;
  • É vedado o uso de conteúdo sexual ou violento;
  • É terminantemente proibido o uso de propaganda enganosa ou desonesta;
  • As postagens devem cumprir as regras do Código Eleitoral;
  • É indispensável a verificação da fonte do conteúdo publicado;
  • É recomendado o uso de imagens e vídeos de qualidade para as postagens;
  • É permitido o uso de ferramentas de edição para as postagens, desde que não alterem o significado do conteúdo;
  • É terminantemente proibido o uso de conteúdo plagiado ou roube informações de outros candidatos;
  • As postagens devem ser oportunas e atualizadas;
  • É recomendado o uso de link para o site oficial da campanha eleitoral.

Bônus: estratégias de sucesso de marketing político

Separamos especialmente para você três exemplos de campanhas políticas bem sucedidas e as estratégias adotadas. Confira a seguir!

#1 Barack Obama

Em 2011, com quase 3 anos de mandato, o presidente Barack Obama decidiu começar a usar as redes sociais para se aproximar de sua população.

Foi até montado um evento no Twitter para que se simulasse uma Town Hall, como as que acontecem geralmente em alguns países. Qualquer pessoa que fizesse uso da hashtag #AskObama poderia fazer alguma pergunta que seria respondida ao vivo.

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Foto: Alex Wong / Getty Images

Foram mais de 169 mil perguntas, tendo um foco na área de emprego (cerca de 23% das questões), orçamento público (18%) e impostos (18%). Além disso, o presidente e a população puderam se aproximar por conta dessa linha direta de diálogo.

#2 Bernie Sanders

Outro exemplo de marketing político é o do senador pelo estado de Vermont nos EUA e do partido Democrata, Bernie Sanders, que enfrentou uma briga que parecia impossível: tinha menos de 3% das intenções de voto, sem apoio e ainda enfrentava uma grande favorita do público, Hillary Clinton.

Sem ter dinheiro ou apoio, Sanders conseguiu virar o jogo elaborando uma grande estratégia para cada um de seus problemas.

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A falta de financiamento foi resolvida pela equipe dele, que elaborou uma tática de arrecadação de fundos online, indo atrás de cada um dos eleitores do seu partido com uma mensagem personalizada.

O resultado da campanha que era direcionada por um trabalho de análise de dados foi incrível, chegando a 218 milhões de dólares arrecadados com pequenos doadores e uma média de 27 dólares por doação.

Já a questão da popularidade foi resolvida com a produção de conteúdo. Sua equipe utilizou câmeras e começou a gravar as propostas e projetos que o senador tinha, tendo um total de 550 vídeos feitos para a campanha, gerando mais de 42 milhões de visualizações dentro do Facebook.

#3 Donald Trump

O último caso é o de Donald Trump. No início de 2016, o empresário era visto e tratado como um fanfarrão na luta pela presidência dos EUA, e mesmo assim foi eleito como o 45° líder da nação.

Uma possível resposta para isso é o uso de Big Data. Trump fez a estratégia de contratar a empresa Cambridge Analytica para ser sua assessoria durante toda a época de campanha presidencial, a mesma que foi responsável pela campanha do movimento Brexit.

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Foto: Gage Skidmore

A quantidade massiva de dados e a utilização de um modelo elaborado pelos especialistas da Cambridge Analytica conseguiu fazer com que a campanha de Trump fosse orientada em dois sentidos.

O primeiro deles era enviar mensagens direcionadas ao ganho de votos dos republicanos e indecisos pelo país. Essa empresa conseguiu fazer com que o número de anúncios nas redes sociais fossem segmentados com base na personalidade das pessoas, aumentando ao máximo a propagação da mensagem de Donald Trump.

A outra estratégia utilizada foi voltada a diminuir a quantidade de votantes de sua adversária, Hillary Clinton. Como nos Estados Unidos não existe a obrigatoriedade do voto, a equipe de Trump tentou manter certos grupos desmotivados para votar em Hillary.

Essa estratégia fez com que mais de 175 mil testes de diferentes variações de anúncios fossem criados, mudando desde o tamanho da fonte até a cor da imagem, para encontrar a melhor mensagem possível para atingir as pessoas. Aqui, o poder da segmentação foi um fator decisivo.

Conclusão

Com a Trakto, você consegue criar todos os materiais de divulgação de sua campanha de maneira rápida e fácil, o que é necessário no ritmo de trabalho que uma campanha política exige.


Além disso, você conta com dezenas de modelos de artes profissionais prontas para editar e com as marcas de todos os partidos brasileiros.

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